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Moema - MG
MOEMA Onde guardar tanta saudade de suas ruas de chão (algumas já calçadas de pedra) por onde desfilei minha infância sem ver o tempo passar? Dos seus bailes noite a dentro, Onde a vida se fez valsa, para que a minha mocidade pudesse bailar? De suas janelas se abrindo, anunciando cada amanhecer, nos seus quintais sem muro, vendo o fruto amadurecer, nas velhas e frondosas mangueiras, onde me tentava um pequeno furto, em um pomar qualquer, aquela fruta madura no pé? Hoje por outras ruas estou eu a caminhar criança travessa que se fez homem em busca do seu destino, e por mais ternos braços a me abraçar serei sempre o seu menino Menino que por suas humildes ruas, brincou, correu e cresceu junto aos velhos companheiros, iluminadas por suas luzes (quase que em penumbra) sustentadas por postes de madeira onde a chave central, tantas vezes desligamos. Pois para o espetáculo do circo que acabara de chegar, dinheiro não tínhamos
e como era fácil no escuro, passar por debaixo do pano. E por falar nos velhos companheiros, por onde andam eles agora? Caminham ainda (com seus cabelos nevados) pelas mesmas ruas, hoje não mais de terra e nem de postes de madeira, mas que é ainda Moema mãe; amiga; companheira? Ou será que assim como eu, partiram e não voltaram? Alguns eu sei que se encontram, eternamente abraçados a ti, pois em suas humildes covas, para sempre se aninharam! Jamais, ó Moema, deixarás de ser minha princesa pequenina! E destes meus olhos cansados, cheios de poeira e dor, serás sempre a menina. E, quando no palco da vida, sentir que a cortina vai se fechar, quero como cena derradeira, junto aos velhos companheiros, uma cova sob medida, humilde e simples, para que o meu corpo também, possa se aninhar...
Poema de Nonato Mendes da Silva do livro “Pegadas”
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